Radar Político (01/08) – A difícil escolha do vice

Radar Político (01/08) – A difícil escolha do vice

Com a proximidade da data limite para a realização das Convenções nenhum dos três principais candidatos a governador anunciou quem será o seu vice

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Com a proximidade da data limite para a realização das Convenções nenhum dos três principais candidatos a governador anunciou quem será o seu vice. Diferente de eleições anteriores, quando semanas antes da convenção os nomes já haviam sido escolhidos, agora o principal empecilho para o fechamento das chapas está relacionado às indefinições do fechamento das alianças.

Na Frente Popular o governador Paulo Câmara (PSB) espera uma definição quanto à aliança ou não com o PT para poder fechar a sua chapa. Até então o socialista só tem definido o nome de Jarbas Vasconcelos como um dos candidatos ao Senado, mas já reservou o outro espaço para o senador Humberto Costa caso as negociações para tirar Marília Arraes do páreo se concretizem.

Entre os nomes cotados para a vice de Paulo estão o da deputada Luciana Santos (PC do B), Zé Queiroz (PDT) e Michelle Collins (PP), destes o nome da comunista ganhou força nos últimos dias devido à estratégia de usar o PC do B como moeda de troca com o PT Nacional para garantir a retirada da candidatura do partido em Pernambuco, no entanto, pesa contra Luciana o fato de que ao escolhê-la como vice o governador Paulo Câmara poderia afastar de vez o Solidariedade da Frente Popular e também causar uma insatisfação ainda maior com o seguimento evangélico e católicos mais conservadores, uma vez que o episódio que aconteceu no Festival de Inverno de Garanhuns está sendo debitado na conta do secretário estadual de Cultura, Marcelino Granja, pessoa indicada por Luciana para a pasta.

Quanto a Zé Queiroz, a sua indicação na chapa como vice só poderia se dar em caso do PT ficar com o PSB, o que deixaria Luciana de fora, caso contrário, a preferência do pedetista é concorrer ao Senado. A escolha do seu nome serviria para reforçar o nome de Paulo em Caruaru, onde Armando conta com o apoio da prefeita Raquel Lyra (PSDB). Já em relação à Michelle Collins, o seu nome foi posto à mesa pelo PP, partido comandado pelo deputado federal Eduardo da Fonte e que conta com a maior bancada na ALEPE. A indicação de Michelle serviria não apenas para garantir um empenho maior do partido na eleição de Paulo, mas também como uma forma de suavizar a sua imagem junto ao eleitorado mais conservador.

Em relação ao vice de Armando Monteiro (PTB), nomes como o do vereador recifense Fred Ferreira e da deputada estadual e Priscila Krause são lembrados. Caso seja escolhido Fred, Armando contemplaria a família Ferreira, garantido desta forma um empenho ainda maior do Clã na eleição, ajudaria ao petebista a se aproximar do seguimento evangélico, além, é claro, de reforçar a sua campanha na Região Metropolitana, território que concentra a maior fatia do eleitorado pernambucano. Quanto à Priscila Krause (DEM), o seu nome vem ganhando força para ocupar a vaga. Excelente quadro da política pernambucana, Priscila além de dar um toque feminino à chapa, também ajudaria Armando na Região Metropolitana e nas redes sociais, onde ela tem grande inserção.

Por sua vez, na chapa encabeçada por Marília Arraes as apostas recaem sobre os nomes de Maurício Rands (PROS) e Júlio Lóssio (Rede). A escolha do primeiro contemplaria o PROS do deputado federal João Fernando Coutinho, partido que recentemente anunciou apoio à petista. Quanto ao segundo, seria uma forma não apenas de atrair mais um partido para Marília, mas de também contemplar o sertão do São Francisco fazendo um contraponto a Armando Monteiro que na região conta com o apoio do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB).

Na próxima sexta-feira, sábado e domingo as dúvidas sobre a composição das chapas serão encerradas, dias em que o PT, PTB e PSB realizarão as suas Convenções.

Suplentes de senador – O mesmo mistério em relação aos vices também se repete quanto aos suplentes de senadores. No bloco oposicionista os nomes do deputado federal Jorge Côrte Real e do ex-deputado José Chaves estão sendo lembrados para compor com Mendonça Filho.

Em família – Na hipótese de Jorge Côrte Real ser convidado e aceitar ser suplente de senador, o seu sobrinho e prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker (PSB), deverá reservar um dos votos de senador para o candidato da oposição, algo que também deverá fazer a sua mãe e prefeita de Rio Formoso, Isabel Hacker, também do PSB. Quanto ao governo, os dois estão “pegados” com Paulo Câmara.

Gesto in memorian – Com a desistência de Nilton Mota em concorrer à reeleição, corre nos bastidores a notícia de que um dos prefeitos que votariam nele, Mota (PSB), de Riacho das Almas, pode votar em Guilherme Uchôa Júnior (PSC) para deputado estadual. A atitude seria uma espécie de gesto de gratidão em relação ao seu pai, Guilherme Uchôa (in memorian) que já foi juiz no município e era bem quisto por lá. Por outro lado, setores do PSB tentam demover o prefeito. Um dos argumentos utilizados é o de que seria mais interessante o prefeito ajudar um companheiro do partido ao invés de Guilherme Uchôa Júnior, que por sua vez já estaria com a eleição garantida.

Escalados – O governador Paulo Câmara já escolheu o time que formará o núcleo duro de sua campanha. Os escalados o deputado estadual Nilton Mota, o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, Antônio Figueira (secretário-executivo da assessoria especial do governo), José Neto (chefe de gabinete) e Gustavo Melo (presidente da Ceasa).

Na espera – Por sua vez, o candidato a governador Armando Monteiro (PTB) ainda não decidiu os nomes que ficarão à frente da sua campanha, uma vez que está à espera da definição de alguns partidos que ainda podem se unir ao seu Bloco, no entanto os nomes de João Batista (secretário-geral do PTB) e Cícero Moraes (1º secretário do PTB) devem figurar entre os escolhidos, além de outros nomes que deverão ser indicados pelos partidos que formam a sua coalizão.

Balaio de gato – Quanto aos coordenadores da campanha de Marília Arraes, a definição deverá ficar para a última hora não apenas porque a ciumada é grande, mas também porque uma resolução interna do PT sugere que os coordenadores dos seus candidatos majoritários sejam escolhidos por meio de votação, o que pode inclusive colocar o presidente estadual do PT e defensor da aliança com o PSB, Bruno Ribeiro, como um dos nomes escolhidos. Vai entender!

Disposto – O ex-prefeito de Barreiros, Carlinhos da Pedreira (PP), reafirmou a este blogueiro a sua disposição em disputar um mandato na Assembleia Legislativa. Carlinhos tem sido incentivado pelo deputado federal Eduardo da Fonte, com quem deverá dobrar no município.

Diálogo – Anda bastante avançada as conversas entre o deputado federal João Fernando e o ex- prefeito João Bezerra (PSB) para ampliar o seu palanque em Palmares. No município, João já conta com o apoio dos vereadores Regis (PDT) e Amós (PSC). Caso a parceria se confirme, a dobradinha será com o pré-candidato a deputado estadual Antônio Coelho (DEM).

Entusiasta – Dos vereadores cabenses que apoiam Fabíola Cabral para deputada estadual, Cianinho (PMN) é o mais entusiasmado. Ele promete arregaçar as mangas e trabalhar duro junto aos seus eleitores para ajudar Fabíola a sair com uma expressiva votação do Cabo.

Deu um nó – O acerto realizado entre o PP e o Bloco da Oposição em relação à eleição da presidência da ALEPE foi um duro golpe no PSB, tudo porque o acordo acabou por garantir ao PTB a 4ª Secretaria da Mesa Diretora, posto que estava sendo cobiçado por deputados do partido do governador. Com os 14 deputados do PP, 2 do PR e ao menos 10 da Oposição, Eriberto garante 26 votos, mais que a maioria absoluta e o suficiente para garantir a sua eleição para a presidência, impedindo desta forma qualquer movimentação do PSB no sentido de tentar emplacar um candidato competitivo para a disputa.

Ficou difícil – Acertado anteriormente em realizar uma chapinha para deputado estadual com o PROS, partido que acabou indo para Marília Arraes, o PMN decidiu por continuar na Frente Popular para apoiar a reeleição do governador Paulo Câmara. Caso a aliança com o PROS fosse adiante, o deputado estadual Jadeval de Lima disputaria a reeleição com mais competitividade, agora, sem esta opção, o seu partido deverá se coligar com o PP, o que reduz drasticamente as chances de Jandeval de se reeleger. A coligação entre o PMN e o PP deve ter entrado no pacote de acordos para que o parlamentar apoiasse Eriberto para a presidência da ALEPE.

Congestionado – Outro partido que deverá se coligar ao PP na proporcional é o PR, o que resultará em nada menos que 16 deputados estaduais e uma quantidade de pré-candidatos competitivos disputando entre 12 e 13 cadeiras que a chapinha deve garantir. Caso Eriberto decida por concorrer à reeleição, o número sobe para 17 deputados estaduais na chapinha.

Data marcada – Está marcada para a próxima sexta-feira (03) a Convenção da Rede. O evento oficializará as candidaturas de Júlio Lóssio para governador e Antônio de Souza para senador. O ato acontecerá às 19 horas, no Recife Praia Hotel, no bairro de Boa Viagem, na capital pernambucana.

Isolado – Caso insista na candidatura própria, a Rede ficará isolada, o que prejudica inclusive a eleição de deputados estaduais e federais, entre eles Andréa Lóssio, pré-candidata a deputada estadual que teria chances de ser eleita caso o seu partido coligasse com o PT, por exemplo.

Escrito por Wellington Ribeiro – E-mail: [email protected]

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