
ESCRITO POR WELLINGTON RIBEIRO
O dia que prometia ser simbólico para a governadora Raquel Lyra acabou tomando um rumo bem menos festivo. Em teoria, a agenda não poderia ser mais favorável: a presença do presidente Lula em Pernambuco, anúncios relevantes para o estado, como a ampliação da Refinaria Abreu e Lima, e a entrega de uma barragem aguardada pela população de Cupira. Um cenário que, no papel, renderia capital político e celebração.
Mas a política raramente segue o script. No instante em que Raquel parecia buscar uma inflexão na relação com o governo federal, Lula chega acompanhado justamente de quem hoje capitaliza a dianteira na corrida pelo Palácio do Campo das Princesas: o prefeito do Recife, João Campos. Uma imagem forte o suficiente para reposicionar leituras e alimentar comparações.
A sequência do dia tampouco ajudou. Durante a solenidade no Agreste, território que moldou sua trajetória pessoal e eleitoral, a governadora foi recebida com vaias. Um constrangimento ampliado pelo simbolismo do local, onde sempre encontrou respaldo sólido.
Em reação, Raquel afirmou que, “se fosse homem, não estaria recebendo vaias”. O argumento, porém, perde força quando se lembra que Paulo Câmara, seu antecessor e aliado histórico de Lula, passou por situações semelhantes em eventos públicos.
Assim, o aniversário que poderia ter sido um ponto alto terminou marcado por contrastes: celebrações institucionais relevantes, mas um desgaste político difícil de ignorar. Para uma gestora que tenta encurtar a distância apontada pelas pesquisas, o episódio reforça a urgência de reorganizar terreno se quiser disputar a reeleição com reais chances de competitividade.
FORMALIZAÇÃO– O Progressistas e o União Brasil protocolam nesta terça, no TSE, a Federação União Progressista. Juntos, os dois partidos reúnem 12 senadores, 108 deputados federais, 6 governadores, mais de 200 deputados estaduais, cerca de 1.400 prefeitos e 12 mil vereadores. Em Pernambuco a federação é comandada pelo deputado federal e pré-candidato a senador Eduardo da Fonte.
JUSTIFICATIVA– Líder nas pesquisas de intenção de voto para o Senado, Marília Arraes não pode acompanhar presencialmente a agenda do presidente Lula em Pernambuco, nesta terça, por um motivo especial: a formatura de seu marido, André Cacau, que concluiu o curso de Medicina.
ESVAZIADO — A situação da montagem da chapa do PSD é considerada crítica. Até o momento, o partido conta apenas com três nomes confirmados: o deputado federal Fernando Monteiro, o ex-deputado Daniel Coelho e o vereador do Cabo, Sargento Almeida. Antes contabilizados como quadros para concorrer pelo PSD, Izaías Régis e Guiga devem optar pelo Podemos, enquanto Jadson Caetano disputará pela União Progressista. Além disso, é praticamente unânime a avaliação de que Socorro Pimentel não deverá entrar na disputa por uma vaga na Câmara Federal, ampliando ainda mais a sensação de esvaziamento na chapa.
ALGUÉM RESPONDE? – Quantos deputados federais o PSD de Pernambuco prometeu a Kassab?






















