
ESCRITO POR WELLINGTON RIBEIRO – BLOG PONTO DE VISTA
O presidente estadual do PL e pré-candidato ao Senado, Anderson Ferreira, adotou um tom mais incisivo e um discurso de maior independência em relação ao cenário da eleição estadual. Em entrevista ao Programa Café no Ponto, da TV Nova, o dirigente deixou claro que o partido não está condicionado a alianças para viabilizar sua estratégia eleitoral em Pernambuco.
Questionado sobre a possibilidade de compor com a governadora Raquel Lyra, Anderson foi direto ao afirmar que o PL pode, inclusive, lançar uma candidatura avulsa ao Senado, independentemente de ter um nome na disputa pelo Governo do Estado. Segundo ele, o partido trabalha com diferentes cenários, mas sem abrir mão do protagonismo na majoritária.
Para o pré-candidato, a prioridade estratégica do PL passa pela construção de uma chapa alinhada à oposição ao PT. Nesse contexto, o palanque de Raquel Lyra poderia, em tese, ser uma alternativa. No entanto, as movimentações recentes da governadora em direção ao lulismo inviabilizam essa aproximação política, a exemplo da disposição de Raquel em ter como um dos seus candidatos ao Senado Túlio Gadelha. Dentro da estratégia de Anderson, esse tipo de articulação afasta qualquer possibilidade de composição com o partido.
Em tom firme, Anderson Ferreira aproveitou para mandar um recado direto sobre sua pré-candidatura, reforçando que pretende levar o projeto até o fim. “Não dependo da Raquel decidir ou não que eu seja senador”, disparou, evidenciando a disposição de seguir com uma candidatura independente na disputa por uma vaga no Senado Federal.
PÉ NA ESTRADA – A agenda do pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), no último sábado, em Bonito, praticamente parou a feira da cidade. Não foram poucas as comparações com episódios semelhantes protagonizados por seu bisavô, Miguel Arraes, e seu pai, Eduardo Campos. Nesta semana, João cumpre agenda no Sertão, com visitas a Araripina, Santa Cruz, Ouricuri, Ipubi e Serra Talhada, entre outros municípios.
BALANÇO – Após a recente janela partidária, a composição da Assembleia Legislativa de Pernambuco ficou distribuída da seguinte forma: Progressistas (10), PSD (9), PSB (8), Podemos (7), PT (5), PV e PL (3 cada), além de MDB (1), Republicanos (1), União Brasil (1) e Novo (1).
CADEIRA CATIVA – Desde 1998, a família Cabral, do Cabo de Santo Agostinho, mantém presença constante na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Lula Cabral foi eleito deputado estadual em quatro ocasiões (1998, 2002, 2014 e 2018). Seu irmão, Everaldo Cabral (in memoriam), conquistou mandatos em 2006, 2010 e 2014. Já Fabíola Cabral foi eleita em 2018. O destaque fica para 2014, quando a família garantiu duas cadeiras simultaneamente. Para 2026, a expectativa é de que Batista Cabral mantenha a tradição e assegure espaço no Legislativo estadual.
FORTALECIDOS – Na contramão das previsões de dificuldades para montar chapas competitivas, o Avante surpreendeu. Sem alarde, os irmãos Sebastião Oliveira (Sebá) e Waldemar Oliveira (Dema) estruturaram não apenas as chapas proporcionais, mas também abriram uma ampla avenida de oportunidades para pré-candidatos que buscam viabilidade eleitoral com menor concorrência interna.
CHEGOU CHEGANDO – Estreante nas urnas, o pré-candidato a deputado estadual Jobson Almeida (Republicanos) inicia a caminhada com uma base relevante de apoios. Além do irmão, Josafá Almeida, prefeito de São Caetano, ele conta com o respaldo dos prefeitos César Freitas (Sanharó), Eduardo Lira (Cupira), Marivaldo Pena (Altinho) e Pite (Quipapá).
ALGUÉM RESPONDE? – Qual sigla sai como a grande vencedora no troca-troca partidário?
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