
ESCRITO POR WELLINGTON RIBEIRO
A recente prisão — e agora a libertação — do ex-ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, deve ter um efeito político direto nas eleições de 2026: a consolidação de seu nome como candidato a senador com forte apelo entre o eleitorado bolsonarista.
Gilson, que sempre se posicionou como um dos aliados mais fiéis do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi rapidamente alçado à condição de “vítima do sistema” por apoiadores, nas redes sociais e em grupos bolsonaristas. Sua prisão foi interpretada por muitos como uma tentativa de calar vozes conservadoras. Agora, sua soltura — por decisão do Supremo Tribunal Federal — deve reforçar ainda mais essa narrativa de resistência e injustiça.
A presença do deputado estadual Coronel Alberto Feitosa no momento da liberação, no COTEL, também é simbólica. A imagem de união e solidariedade entre nomes da direita tende a mobilizar a militância e projetar Gilson como nome competitivo entre o eleitorado mais fiel ao bolsonarismo.
Na prática, a prisão deu visibilidade, e a soltura, munição política. Em tempos de polarização, a narrativa de “perseguido político” ainda tem grande apelo. Gilson pode ter saído da prisão mais forte do que entrou — eleitoralmente falando.
POPULARIDADE – Ao chegar ao tradicional Bodódromo, polo gastronômico de Petrolina, o prefeito do Recife, João Campos, foi prontamente reconhecido e chamado por diversas mesas para tirar fotos. Em uma delas, estava uma expressiva comitiva de Maragogi, município do estado vizinho, Alagoas. Ao tomar conhecimento da cena, um deputado comentou em tom bem-humorado: “Se entre os alagoanos está assim, imagine entre os pernambucanos!”
BASTIDORES – Por falar em João Campos, outro episódio que chamou atenção durante sua passagem por Petrolina foi a conversa reservada que ele teve com alguns prefeitos que, horas antes, haviam recepcionado a governadora Raquel Lyra. O diálogo ao pé do ouvido gerou comentários nos bastidores.
BOAS NOVAS – Durante visita a Petrolina, o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou a implantação de um novo voo regular ligando Petrolina (PE) a Salvador (BA). A rota, que será operada pela GOL Linhas Aéreas, entra em operação a partir de 29 de setembro de 2025, com três frequências semanais. Na ocasião, o ministro também apresentou o projeto de navegabilidade do Rio São Francisco, iniciativa que promete impulsionar ainda mais a economia regional.
FORÇA DE ARTICULAÇÃO – A abertura do São João de Petrolina mostrou a força política de Miguel Coelho. O ex-prefeito conseguiu reunir no evento os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, além de ministros, senadores, deputados e lideranças de várias regiões. Um sinal claro de prestígio e capacidade de articulação nacional.
CAPACIDADE DE TRABALHO – O sucesso do São João de Petrolina também passa pela dedicação do prefeito Simão Durando. Atuando na linha de frente, Simão teve papel decisivo na organização do evento, contribuindo diretamente para o brilho da festa.
TÁ EM TODAS – Em Petrolina, o deputado federal Guilherme Uchôa Júnior (PSB) circulou com muita desenvoltura. Amigo de Hugo Motta, Uchôa e o presidente da Câmara foram vistos “trocando figurinhas” por diversas vezes.
RESPONSABILIDADE – Ganha força nos bastidores os rumores de que o ministro André de Paula pode desistir da disputa por uma vaga na Câmara Federal, diante das dificuldades em consolidar seu projeto eleitoral. Se essa for, de fato, a motivação, é preciso reconhecer que o Palácio tem uma obrigação moral de garantir a André as condições políticas necessárias para viabilizar sua candidatura. A falta desse apoio repercute negativamente no meio político. E, caso o abandono se confirme, não será nenhuma novidade — que o digam nomes como Daniel Coelho e Izaías Régis.






















