
Plenário da ALEPE – Foto: Blog Ponto de Vista
ESCRITO POR WELLINGTON RIBEIRO
A montagem da chapa proporcional do PSD, partido comandado em Pernambuco pela governadora Raquel Lyra, tem chamado a atenção de deputados e pré-candidatos. A expectativa é de que o ponto de corte para a eleição de deputado estadual fique na casa dos 50 mil votos, patamar considerado elevado e que tem sido motivo de intensas avaliações nos bastidores.
Com os nomes apontados até agora para concorrer pelo partido, o PSD deve conquistar entre três e quatro cadeiras na Assembleia Legislativa, já com um ponto de corte elevado. No entanto, há expectativa de ingresso de novos quadros com potencial de votação ainda maior, o que vai ampliar o número de vagas conquistadas pelo PSD, mas também acentuar o ponto de corte, intensificando a disputa interna.
Um fator que contribui para esse cenário é a ausência, até o momento, de um “puxador de votos” dentro da chapa, isto é, um candidato com capacidade de superar a marca dos 100 mil votos. Normalmente, esse perfil ajuda a diluir a votação necessária para eleger outros nomes, mas, sem ele, a competição interna tende a se acirrar.
Diante desse quadro, o PSD se torna ao mesmo tempo atrativo e desafiador: oferece perspectivas reais de eleição, mas exige dos candidatos desempenho eleitoral robusto para garantir espaço na Assembleia.
PELOTÃO DE FRENTE – Nomes como Andrea Medeiros, Débora Almeida e Joãozinho Tenório são apontados no meio político como quadros com potencial de superar a marca dos 50 mil votos. Andrea já está filiada ao PSD, enquanto os demais devem ingressar na sigla assim que a janela partidária for aberta. Já Davi Muniz é visto com potencial entre 40 e 50 mil votos.
IMPACTO POLÍTICO – O resultado da pesquisa do Instituto Real Time Big Data, em parceria com a CNN Brasil, divulgado nesta terça (23), que mostrou João Campos com mais de 35 pontos de vantagem sobre Raquel Lyra, caiu como um verdadeiro balde de água fria entre os aliados da governadora.
CARGA! – Jaqueira vai parar! A prefeita Ridete Pellegrino (PSD), campeã de votos na Mata Sul, promete um “festão” para marcar os 30 anos de emancipação política do município. A programação foi feita para agradar todos os públicos e atrair gente de toda a região.
MUDANÇA DE ROTA – Antes cotada para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, Juliana de Chaparral deve agora concorrer à Câmara Federal. A decisão altera o cenário político em municípios do Agreste e também repercute em São José da Coroa Grande, no Litoral Sul, onde ela conta com o apoio de um grupo de vereadores. A incógnita, no entanto, é quem receberá o respaldo desse grupo na eleição para deputado estadual.
FAZENDO CONTAS – A ida de Juliana para federal acabou estimulando o prefeito de Bom Jardim, Janjão (PSD) a entrar na disputa por uma vaga de deputado estadual. Caso avance com o projeto. Janjão tem tudo para sair com uma boa partida do Agreste Setentrional. Siglas como o PL e União Brasil estariam no seu radar.
PRIMEIRO DA FILA – Caso o prefeito Janjão não entre na disputa, o pré-candidato a deputado estadual Jobson Almeida, irmão do prefeito de São Caetano, Josafá Almeida, deve herdar seu apoio em Bom Jardim. A aliança pode render a Jobson cerca de 10 mil votos no município.
EM ALTA – Recém-filiado ao Progressistas, o vereador Carlinhos da Cohab aparece na liderança da pesquisa para deputado federal em Santa Cruz do Capibaribe. Quanto à definição de sua dobradinha para estadual, a sinalização é clara: ele seguirá a orientação do partido e, em especial, a do pré-candidato ao Senado, Eduardo da Fonte.
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