
Governadora Raquel Lyra – Fotos: Hesíodo Góes/Secom
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), expressou discordância com a decisão de seu partido de fazer oposição ao governo Lula. Em entrevista ao programa “É Notícia”, da RedeTV!, que irá ao ar nesta quinta-feira (30), a primeira mulher eleita para governar o estado defendeu uma postura mais independente dos tucanos, que permita colaboração em questões essenciais.
“Precisamos trabalhar como independentes, ajudando no que é necessário e criticando quando for preciso, mas sem uma oposição sistemática“, afirmou Raquel Lyra durante a conversa com o jornalista Kennedy Alencar, realizada na última segunda-feira no Palácio do Campo das Princesas, no Recife.
A vice-presidente do PSDB em 2023, também refletiu sobre a relação entre Pernambuco e o governo federal. Para ela, a falta de diálogo no passado – o segundo mandato de Paulo Câmara (PSB) e a gestão de Jair Bolsonaro (PL) – prejudicou os investimentos federais no estado, impactando negativamente as condições de vida da população.
Em contraste, ela destacou a boa relação construída com Lula e seus ministros, descrevendo-os como “muito atenciosos com os projetos que a gente encaminha”.
Raquel Lyra agradeceu ao PSDB por ter lhe dado a oportunidade de disputar as eleições majoritárias e por garantir os recursos necessários para a campanha. No entanto, reafirmou sua discordância com a postura oposicionista do partido, posição que já manifestou em reuniões internas da direção partidária.
A governadora acredita que o momento exige união no Brasil. “Penso que nesse momento em que o Brasil precisa de união, a gente devia trabalhar como independente, e ajudar naquilo que é necessário, e criticar aquilo que precisa criticar. Mas não como uma oposição sistemática“, concluiu.
Raquel Lyra pode estar de saída do PSDB
Nos bastidores, já é falado sobre uma possível saída de Raquel Lyra do PSDB. O PSD, de Gilberto Kassab, é o apontado como destino da governadora, desde que a legenda largou o PSB na capital pernambucana.
A mudança partidária da ex-prefeita de Caruaru é avaliada como uma aproximação definitiva ao presidente Lula (PT), visto que a sigla tem três ministérios no governo federal. Outro direcionamento de Lyra ao PSD é a nomeação de Cacau de Paula, filha do ministro André de Paula, presidente do partido em Pernambuco, como secretária de Cultura.
Recentemente, em meio à polêmica sobre o projeto que extingue as faixas salariais da polícia militar e do corpo de bombeiros, a tucana exonerou nomes ligados ao PL, de Bolsonaro. Logo em seguida, o deputado estadual João Paulo (PT), se posicionou a favor da gestora estadual.
A dança das cadeiras também vai de encontro de Raquel aos governadores da região Nordeste, porque somente Pernambuco elegeu uma sigla que não era alinhada ao petista. Durante as eleições 2022, Raquel Lyra optou por não expor o voto para o titular do Palácio dos Planalto e angariou eleitores de Lula e de Bolsonaro.

























