
Raul Henry – Presidente MDB-PE
O presidente do MDB de Pernambuco, Raul Henry, rebateu nesta terça-feira (27) as críticas feitas pelo senador Fernando Dueire após a Convenção Estadual do partido, que confirmou a manutenção da aliança com o PSB. Mas cedo, em entrevista ao Blog Dellas, Dueire afirmou que “ficou claro que existem 43% de emedebistas que estavam silenciosos e desgostosos com os movimentos e declarações autoritárias de Raul Henry”. As palavras do senador não ficou muito tempo sem resposta. Para Raul, a disputa interna não se tratou de uma questão pessoal, mas da definição da linha política da legenda no estado.
“Em todas as minhas falas públicas, antes da Convenção Estadual do MDB-PE, afirmei que o que estava em jogo nesta disputa era a linha política do partido. Defendi, com toda clareza, a manutenção da nossa aliança com o PSB. Nela, construímos uma relação de lealdade, companheirismo e parceria”, afirmou Raul Henry.
O dirigente ressaltou que a parceria entre MDB e PSB resultou em importantes mandatos, como o do senador Jarbas Vasconcelos, atualmente exercido por seu suplente, Fernando Dueire, e o do deputado estadual Jarbas Filho, eleito pelo PSB e que posteriormente retornou ao MDB com uma carta de anuência considerada inédita.
Ainda em resposta às críticas de Dueire, Henry foi enfático: “Se a maioria do partido, por meio de sua convenção — que é o órgão máximo das suas bases — decidiu por essa linha, que autoritarismo há nisso? Nós vencemos no voto, e o voto é o principal instrumento da vida democrática”.
Raul Henry também acusou Fernando Dueire de ter interesses pessoais na disputa, afirmando que o senador queria entregar a legenda do partido à governadora Raquel Lyra, em troca de uma vaga na chapa majoritária ao Senado, mesmo diante da “reconhecida inviabilidade” de sua candidatura.
“Lamento pelas palavras ressentidas do senador, que nunca teve um voto e não consegue ultrapassar a barreira de 1% nas pesquisas de intenção de voto já divulgadas”, completou.
A disputa interna no MDB-PE se intensificou nos últimos meses, dividindo o partido entre a ala que defende a continuidade da aliança histórica com o PSB e o grupo que tenta uma aproximação com a governadora Raquel Lyra (PSDB).

























