A primeira reunião para definição da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) não foi nada amigável e terminou em impasse e com os ânimos exaltados. O atual presidente da CCLJ, Antônio Moraes (PP), comandou o debate e declarou não haver quórum suficiente para a realização da eleição, sob a justificativa de que alguns parlamentares não foram informados sobre a convocação, feita para esta sexta-feira (14), dia em que não há expediente legislativo na Casa.
Dos membros titulares, apenas Luciano Duque (SD) e João Paulo (PT) não compareceram. Durante os debates, Moraes anunciou que não pretende disputar a presidência da comissão e questionou a legalidade da convocação para a eleição das três principais comissões da Alepe. Segundo ele, um requerimento será apresentado pelos presidentes dessas comissões para evitar o que classificou como “usurpação” dos trabalhos.
O deputado Antônio Coelho (UB) discordou da interpretação e defendeu a regularidade da convocação, mas foi contestado por Débora Almeida (PSDB), presidente da Comissão de Finanças. Ela citou o artigo 124 do Regimento Interno, que determina que a condução dos trabalhos no segundo biênio deve ser realizada pelos presidentes das comissões, e não pelo presidente em exercício. O embate entre Débora e Diogo Moraes (PSB) acirrou ainda mais os ânimos, e culminou no encerramento da reunião pelo presidente da CCLJ, que deixou o plenário.
O deputado Waldemar Borges (PSB), parlamentar mais velho presente, assumiu a condução da sessão e convocou a retomada dos trabalhos para o sábado (15). Alberto Feitosa (PL) registrou candidatura para a presidência e Edson Vieira (UB) para vice. Débora Almeida também registrou sua candidatura.


























