O deputado estadual Romero Albuquerque (UNIÃO) cobrou, nesta terça-feira (25), esclarecimentos do governo estadual sobre a denúncia de escutas clandestinas instaladas em delegacias do interior, revelada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE). “Assim que a denúncia veio à público, nos mobilizamos para pedir esclarecimentos formais, com o intuito de assegurar a transparência e a autonomia investigativa da Polícia Civil”, afirmou o parlamentar.
No documento encaminhado ao Executivo, Romero solicita informações sobre a instalação dos equipamentos, questionando se houve autorização ou determinação da Secretaria de Defesa Social (SDS), qual processo licitatório foi utilizado para a aquisição dos aparelhos, quem são os servidores ou autoridades com acesso ao conteúdo captado, qual a finalidade do monitoramento e se houve autorização judicial para a implantação das escutas. O deputado também pede a relação completa das delegacias onde os dispositivos foram identificados.
“O uso dos equipamentos prejudica não só o trabalho policial, mas também a integridade de depoimentos sensíveis, como aqueles das vítimas de violência doméstica, abuso sexual e estupro. A falta de transparência sobre o processo de aquisição e instalação desses aparelhos também pode configurar uma situação de abuso de poder. Não é admissível que haja uma vigilância indevida do trabalho dos policiais”, afirma Romero Albuquerque.
Em nota enviada à imprensa, o Sinpol destacou que a presença dos equipamentos pode indicar tentativa de intimidação contra policiais civis por motivações políticas. O deputado reforçou a preocupação: “Queremos garantir que as irregularidades sejam devidamente apuradas e, se for o caso, responsabilizadas. Não aceitamos que o aparato estatal seja utilizado para fins políticos e intimidatórios”.
Romero acrescenta que, caso o governo não apresente respostas claras, o tema será levado à Comissão de Segurança da Alepe, podendo incluir o acompanhamento do Ministério Público de Pernambuco. O parlamentar também avalia solicitar auditoria ou inspeção formal da Assembleia Legislativa para verificar a situação das delegacias onde os dispositivos foram encontrados.























