O deputado estadual Romero Albuquerque denunciou, após fiscalização realizada na última segunda-feira, supostas condições de insalubridade no Hospital Agamenon Magalhães, no Recife. Segundo o parlamentar, as irregularidades apontadas durante a visita estão registradas em laudos da Vigilância Sanitária e exigem medidas urgentes por parte da gestão estadual.
De acordo com os documentos citados pelo deputado, foram identificados indícios da presença de roedores, incluindo fezes e urina de rato, além de mofo em paredes, forros danificados, extintores de incêndio com prazo de validade vencido e materiais hospitalares expostos a risco de contaminação. Os relatórios também registrariam a presença de insetos e animais peçonhentos em áreas da unidade.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Romero Albuquerque afirmou que recebeu relatos de pacientes sobre a utilização de armadilhas para ratos dentro do hospital.
“Algumas pessoas internadas aqui me mostraram que estão usando até fixa rato. É absurdo!”, declarou.
O parlamentar ressaltou que a situação afeta diretamente pacientes e profissionais de saúde que utilizam diariamente a estrutura da unidade hospitalar.
“Tem gente sendo cuidada ali dentro neste exato momento. Tem trabalhador da saúde respirando esse risco todos os dias. Não dá para tratar isso como detalhe”, afirmou.
Durante a fiscalização, a vereadora do Recife Andreza Romero acompanhou a visita e também ouviu reclamações de pacientes relacionadas a problemas estruturais, como pias entupidas, falhas em instalações sanitárias e a presença de insetos e escorpiões em algumas áreas do hospital.
Romero Albuquerque criticou ainda a condução das ações de manutenção na rede estadual de saúde, defendendo que problemas estruturais devem ser tratados com prioridade.
“Pintura bonita não tira rato de hospital, não conserta forro que cai e não devolve dignidade a quem está numa maca. Maquiagem não é saúde”, declarou.
O deputado informou que levará o tema à tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), solicitará esclarecimentos à Secretaria Estadual de Saúde e cobrará um cronograma para a correção das irregularidades apontadas nos relatórios da Vigilância Sanitária.
“Vim aqui fiscalizar com meus próprios olhos. Vou voltar. Se resolverem, eu mostro. Se continuarem fingindo que está tudo bem, eu também mostro”, concluiu.


























