O deputado estadual Romero Albuquerque afirmou que já havia denunciado problemas estruturais na Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva, localizada no bairro da Mustardinha, no Recife, após o desabamento de parte do teto da unidade deixar estudantes feridos.
De acordo com o parlamentar, a escola foi vistoriada por ele há algumas semanas, quando foram identificadas infiltrações e uma obra da quadra esportiva paralisada. “Na ocasião, percebemos muitas infiltrações e a obra da quadra totalmente abandonada, inclusive sem muro, deixando os alunos expostos também a invasões e casos de violência”, afirmou Albuquerque.
Segundo o deputado, a fiscalização integra uma série de visitas realizadas em escolas estaduais apontadas em relatório da Secretaria de Educação como beneficiárias de obras de manutenção previstas em um contrato de R$ 185 milhões com a Cetus Construtora. Albuquerque afirma que, ao todo, visitou 17 unidades de ensino e encontrou problemas estruturais, como entulho de equipamentos antigos, estruturas enferrujadas e buracos nos telhados.
Vídeos gravados por estudantes após o desabamento mostram o momento posterior ao incidente e relatam que alguns alunos ficaram feridos. Segundo os estudantes, colegas precisaram ser encaminhados ao hospital para receber atendimento, enquanto a escola não dispunha de materiais básicos de primeiros socorros. “Pra controlar o sangue, tiveram que partir um absorvente no meio porque não tinha nada pra fazer curativo”, relatou um dos adolescentes. Ainda de acordo com os alunos, a direção da unidade já havia solicitado apoio ao Governo de Pernambuco em outras ocasiões devido às condições da estrutura. “Nunca deram ouvidos”, completou.
Em nota, Romero Albuquerque atribuiu o desabamento à falta de manutenção e fiscalização da rede estadual e defendeu a apuração das responsabilidades. “Educação de verdade começa pelo básico, que é garantir segurança e dignidade para os alunos. Esse episódio não foi um mero acidente, foi um descaso. Estive naquela escola, vi a obra abandonada e outros problemas, e alertei que faltava o essencial. O governo fez de conta que a fiscalização de um deputado da oposição era perseguição, e quem pagou a conta foram os estudantes e os professores”, declarou.

























