O deputado estadual Romero Albuquerque reafirmou, nesta quinta-feira, sua defesa pelo fim da tração animal em áreas urbanas e criticou o protesto marcado por carroceiros no Recife, que busca barrar o avanço da política pública prevista em lei.
Segundo o parlamentar, a mobilização tenta pressionar o poder público para manter uma prática que submete animais à exploração, maus-tratos e sofrimento, em desacordo com a Constituição Federal.
“Agora não há mais o que reclamar. A transição já foi feita, demos oportunidade: demos emprego, curso, transporte alternativo. Os que não aceitaram quiseram ficar no retrocesso. Crueldade animal não pode mais ser aceita”, disparou Romero.
O deputado ressaltou que a retirada gradual das carroças na capital não ocorreu de forma abrupta ou autoritária, mas foi construída ao longo dos anos, com diálogo, cadastramento e oferta de alternativas reais aos trabalhadores.
“Se tivéssemos imposto isso, tudo bem. Mas não, nós conversamos e apresentamos soluções. É muito egoísmo ter todas as alternativas e mesmo assim querer continuar botando peso em cima de cavalo”, disse Romero.
O fim da tração animal no Recife está previsto em lei desde 2013, com regulamentação e processo de transição em andamento desde 2019, tornando a capital uma referência nacional ao unir responsabilidade social e proteção animal.
“Isso nós queremos expandir para todo o Estado. Protocolei o PL Nº 134/2019, para reduzir gradualmente a tração animal em todos os municípios até 2030, alterando o Código Estadual de Proteção Aos Animais. A lei prevê uma redução escalonada, começando com a mudança em municípios com mais de 200 mil habitantes e depois diminuindo para os menores”, afirmou.
Para Romero, protestos que tentam impedir o cumprimento da lei e a implementação de políticas públicas representam um retrocesso incompatível com os valores constitucionais e com a evolução da sociedade.
“O Recife está dando um exemplo para Pernambuco e para o Brasil. Proteger os animais não é radicalismo, é dever legal e moral. Retroceder não é opção”, concluiu.


























