
Começou a ganhar força nos últimos dias um movimento que pode redesenhar o cenário para a Assembleia Legislativa. O nome de André Teixeira Filho, que recentemente se desincompatibilizou do cargo de secretário de Infraestrutura, passou a circular como possível candidato a deputado estadual.
A movimentação não ocorre por acaso. Nos meios políticos, tem chamado atenção a crescente presença de André ao lado da governadora Raquel Lyra, especialmente nas redes sociais. As chamadas “collabs” no Instagram entre os dois são vistas como um indicativo claro de alinhamento político e, mais do que isso, de uma possível estratégia para projetar seu nome junto ao eleitorado.
Até então considerado um quadro técnico e discreto, “voando abaixo do radar”, André começa a emitir sinais mais evidentes de que pretende, sim, entrar na disputa eleitoral. A própria decisão de deixar o cargo dentro do prazo de desincompatibilização reforça essa leitura. No meio político, a avaliação é direta: dificilmente alguém abriria mão de uma posição estratégica no governo sem um objetivo eleitoral bem definido.
Caso a candidatura se confirme, o movimento abre uma nova frente de articulação dentro da base governista. A principal dúvida que surge é sobre quais bases políticas serão mobilizadas por Raquel Lyra para viabilizar o projeto de André Teixeira Filho, e, principalmente, como deputados já em mandato e outros pré-candidatos irão reagir à entrada de um nome com o respaldo direto do Palácio.
Com a projeção de eleger entre oito e nove deputados estaduais, o PSD pode reunir, até o encerramento da janela partidária, ao menos 11 candidatos com potencial de votação superior a 50 mil votos. Uma possível candidatura de André Teixeira Filho eleva ainda mais o chamado “ponto de corte” da legenda, tornando a disputa interna uma das mais acirradas do pleito proporcional no estado.

























