O presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira, afirmou que a eleição de 2026 em Pernambuco será definida pela capacidade de articulação política dos grupos que disputarão o Palácio do Campo das Princesas. Em entrevista ao programa Café no Ponto, da TV Nova, o ex-deputado avaliou que a governadora Raquel Lyra chega fortalecida ao processo eleitoral e terá uma ampla frente de apoios na montagem da chapa majoritária.
Segundo Sebastião, a composição da chapa governista exigirá habilidade política da governadora para acomodar lideranças de diferentes regiões e correntes políticas. “A governadora vai ter uma dor de cabeça boa para resolver o xadrez da chapa”, afirmou.
O dirigente do Avante destacou que a disputa pelas vagas ao Senado deve concentrar parte das negociações do grupo governista. Entre os nomes mais fortes, ele apontou o deputado federal Túlio Gadelha como praticamente consolidado.
“Eu vejo Túlio como 99% de possibilidade de compor a chapa da governadora Raquel Lyra”, declarou.
Sebastião também elogiou o senador Fernando Dueire e afirmou que ele construiu uma relação próxima com prefeitos ligados ao Avante, mas ponderou que a definição partidária pode dificultar sua permanência no centro das articulações.
“Fernando Dueire é um querido, a gente gosta muito dele, mas acho que ele fez a escolha errada no partido”, disse.
Ao comentar a possibilidade de apoio ao deputado federal Eduardo da Fonte para o Senado, Sebastião afirmou que o nome possui simpatia dentro do Avante, mas ressaltou que a decisão ainda será debatida internamente.
“Ele tem total simpatia minha pela amizade que eu tenho com ele. Acho que seria um grande candidato na chapa com Raquel”, declarou.
O presidente estadual do Avante também avaliou o ambiente político nacional e afirmou enxergar um desgaste da polarização ideológica entre esquerda e direita. Para ele, esse cenário pode abrir espaço para discursos mais moderados.
“Tem muita gente no centro que não está gostando dessa polarização absurda”, afirmou. Mesmo defendendo o fortalecimento do grupo de Raquel Lyra, Sebastião evitou ataques diretos aos adversários e afirmou que a disputa deverá ser marcada pela comparação de entregas administrativas. “O que ganha eleição é entrega e marca”, disse.
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