
Em ato sem precedentes na história recente da política pernambucana, a governadora Raquel Lyra (PSD) vai homologar sua candidatura à reeleição sem ter uma chapa formada. O impasse será ocasionado pela federação União Progressista, que, nesta segunda-feira (20), decidiu marcar sua convenção para 5 de agosto, três dias depois do evento de Raquel.
É no último dia do prazo que se espera que a federação confirme o deputado Eduardo da Fonte (PP) como nome indicado pelo conjunto para ocupar uma das vagas ao Senado na chapa governista, em alinhamento com decisão já tomada pela maioria da direção local da União Progressista no início deste mês. Raquel, porém, quer o ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil) como um de seus candidatos a senador.
Sem resolver um impasse que já dura meses, a governadora terá que homologar apenas sua própria candidatura, a da vice, Priscila Krause, e a do pré-candidato a senador Túlio Gadelha, que são de seu partido. A chapa incompleta e até aqui “puro-sangue” só demonstra o raio limitado de influência da governadora e a inabilidade política na formação de seu próprio grupo para concorrer à reeleição, uma falta de timing que deve prejudicar o desempenho dela e de seus companheiros de chapa nas urnas.

























