Após quase três anos à frente do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), entre setembro de 2023 e março de 2026, o ministro Silvio Costa Filho deixou o cargo nesta quarta-feira, encerrando um período marcado por investimentos estratégicos, modernização da infraestrutura e crescimento nos setores portuário e aeroportuário no Brasil.
Durante sua gestão, a pasta concentrou esforços na ampliação da conectividade e na atração de recursos para obras estruturantes. “No período em que estivemos à frente da pasta, fomos em busca de recursos para aporte no presente e no futuro da infraestrutura no Brasil. Com isso, modernizamos o país e o preparamos para um novo ciclo de crescimento”, afirmou o ministro.
As ações tiveram impacto direto na economia e na geração de empregos, com obras que criaram vagas imediatas e também oportunidades permanentes. No setor aeroportuário, melhorias estruturais contribuíram para atender à marca recente de quase 130 milhões de passageiros, com ampliação de terminais e construção de novas pontes de embarque.
Inclusão e humanização
A gestão também foi marcada por iniciativas voltadas à inclusão social e à humanização dos serviços. Entre elas, o Programa de Atendimento ao Passageiro com Transtorno do Espectro Autista (TEA) implantou 22 salas multissensoriais em aeroportos, além da capacitação de equipes para um atendimento mais inclusivo.
Campanhas como “Assédio Não Decola” e “Assédio Não Decola, Feminicídio Também Não” reforçaram ações de prevenção à violência de gênero nos terminais. Também foram ofertadas 74 bolsas integrais para o curso de Mecânico de Manutenção Aeronáutica, destinadas a jovens de baixa renda e mulheres.
A agenda incluiu ainda o lançamento do Plano de Transporte Aéreo de Animais (PATA), com medidas para padronizar e ampliar a segurança no transporte de pets.
Conectividade e interiorização
No campo da infraestrutura, a gestão priorizou a ampliação da conectividade nacional. A modernização do Aeroporto de Congonhas consolidou o terminal como um dos principais hubs da América Latina. Também houve investimentos voltados à interiorização, beneficiando estados como Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará.
Recordes no setor portuário
No setor portuário, os resultados também foram expressivos. Em 2025, a movimentação de cargas atingiu 1,34 bilhão de toneladas, crescimento de 3,25% em relação ao ano anterior. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas exportações de petróleo (+74%), soja (+73,9%) e carne bovina (+70,5%).
Os portos brasileiros tiveram papel relevante para o país alcançar, pelo terceiro ano consecutivo, superávit comercial, com corrente de comércio de US$ 629 bilhões e saldo positivo de US$ 68,2 bilhões em 2025.
“Os números mostram que o Brasil vive um novo contexto em termos de logística. Não é coincidência que os três maiores superávits da nossa história tenham ocorrido nos últimos três anos. Isso prova que a infraestrutura portuária se tornou um meio de competitividade”, ressaltou o ministro.
Indústria naval e investimentos
A gestão também fortaleceu a indústria naval por meio do Fundo da Marinha Mercante (FMM), que registrou R$ 7,2 bilhões em contratos em 2025 para 151 obras, além da previsão de R$ 34 bilhões em novas aprovações para 2026.
No campo das concessões, foram realizados 21 leilões em 2025, somando R$ 11 bilhões em investimentos. Para 2026, a expectativa é de 40 leilões, incluindo portos, aeroportos e uma hidrovia, com previsão de mais de US$ 10 bilhões em aportes privados.
Legado
O período à frente do Ministério de Portos e Aeroportos deixa como marca a ampliação dos investimentos, a modernização da infraestrutura e a geração de oportunidades. Os resultados obtidos reforçam o papel estratégico dos setores portuário e aeroportuário para o desenvolvimento econômico e a competitividade do Brasil.


























