O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), afirmou nesta quarta-feira (1º), em São José do Egito, no Sertão do Pajeú, que o apoio de lideranças políticas só tem impacto eleitoral quando está alinhado ao sentimento da população. Segundo ele, o número de prefeitos aliados não é determinante para o resultado das eleições.
Durante a visita ao município, João citou eleições anteriores para defender que candidaturas podem ser vitoriosas mesmo sem o maior número de apoios de gestores municipais. Ele também afirmou que está formando a maior frente de oposição já reunida em uma disputa estadual em Pernambuco.
“Eu tenho muito respeito aos prefeitos, até porque eu fui prefeito, mas a gente sabe que não é isso que define a eleição. A própria governadora ganhou a eleição tendo o apoio de oito prefeitos em todo o estado de Pernambuco. Quando o meu pai foi candidato lá atrás e ganhou as eleições, eu acho que ele tinha algo em torno de 13 ou 15 prefeitos e, desses, oito eu acho que eram do Pajeú. Ele praticamente não tinha prefeito fora do Pajeú e ganhou a eleição. E hoje a gente tem a maior frente de oposição que já disputou uma eleição. Eu não tenho nenhuma dúvida que a gente vai construir uma caminhada vitoriosa nessa eleição”, declarou.
João Campos também destacou a trajetória de lideranças ligadas ao PSB e afirmou que a identificação popular com as gestões de Miguel Arraes, Eduardo Campos e da Prefeitura do Recife contribui para fortalecer o projeto político da Frente Popular.
“A gente está diante de pessoas que têm lado, que têm coerência e que estão nessa caminhada há algum tempo, sempre defendendo o interesse do povo. Ao mesmo tempo, você tem um desafio populacional. O eleitorado do Recife é do tamanho do de outras 113 cidades somadas”, afirmou.
Ao abordar o cenário para as eleições de 2026, o pré-candidato defendeu que o debate eleitoral será marcado pela comparação entre gestões e pela capacidade de articulação política para atrair investimentos para Pernambuco.
“A eleição é um ambiente de comparação. A gente vai poder debater o passado, poder discutir o presente, mas tem quatro anos pela frente. Quem é que pode fazer mais por Pernambuco? Quem é que vai ter mais força política? Quem é que tem capacidade de gestão? Quem é que vai conseguir tirar do papel? Quem é que vai ter aliança com o presidente Lula? Quem é que vai conseguir se sentar à mesa nacionalmente? Porque é o que está acontecendo hoje. As grandes coisas estão acontecendo no Brasil, mas elas não estão vindo para Pernambuco”, disse.
A agenda em São José do Egito contou com a presença do ex-prefeito Evandro Valadares, do ex-candidato a prefeito Dr. George Borja, do deputado estadual Diogo Moraes (PSB) e de outras lideranças políticas. João Campos também visitou o Sebo Cultural e o Instituto Lourival Batista, onde voltou a defender propostas para a área da cultura, entre elas a criação dos Jogos Escolares da Cultura de Pernambuco.
A passagem pelo Pajeú começou na terça-feira (30), com agendas em Afogados da Ingazeira, Solidão, Brejinho e Itapetim, onde participou de encontros políticos, entregas de equipamentos públicos e da programação da Festa de São Pedro.
























