O vereador Aldo Lá Massa foi flagrado durante uma ação de saúde considerada irregular no Instituto Rayssa Soares, em Gravatá. No local, um técnico em oftalmologia realizava exames que, pela legislação, só podem ser executados por profissionais de nível superior.
A irregularidade foi constatada em fiscalização da Vigilância Sanitária, com apoio da Guarda Municipal. Segundo o coordenador do órgão, Cleiton Cunha, foi encontrado “um técnico, sem formação em optometria, sem formação de nível superior, realizando exames oftalmológicos em pacientes, prática proibida e de risco à saúde da população”.
Durante a ação, o advogado Luiz Maranhão, ligado ao grupo político do vereador, tentou impedir a fiscalização, inclusive dirigindo-se de forma intimidadora aos agentes. A postura gerou críticas por parte das autoridades presentes.
Atendendo a uma solicitação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a Vigilância Sanitária determinou a suspensão imediata da atividade. O caso foi classificado como exercício ilegal da medicina, crime previsto no Código Penal.
Na esfera eleitoral, o Ministério Público Eleitoral da 30ª Zona instaurou o Procedimento Preparatório Eleitoral (PPE nº 02585.000.014/2025) para investigar a conduta do vereador. O órgão apura se a ação, que envolvia exames oftalmológicos, distribuição gratuita de armações e venda de lentes de grau a preços abaixo do mercado, teria configurado promoção pessoal com finalidade eleitoral.
De acordo com a portaria, os decretos nº 20.931/1932 e nº 24.492/1934 proíbem a realização de exames oftalmológicos por profissionais sem habilitação médica e a venda de óculos no mesmo ambiente em que são feitas as consultas. O MPPE avalia se houve propaganda antecipada, abuso de poder político e até possível captação ilícita de votos. Foram determinadas diligências, como inspeção sanitária, análise das redes sociais do vereador e sua notificação para prestar esclarecimentos.


























